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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A chefe de gabinete do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Mônica Teixeira, reconheceu durante depoimento à Corregedoria do Senado que reproduziu a assinatura do senador em ofício que teria autorizado a liberação de emendas para a compra superfaturada de ambulâncias da Planam.
Segundo o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PFL-SP), Mônica Teixeira disse que assinou o ofício a pedido de Marcelo Carvalho --ex-assessor de Suassuna que teria recebido R$ 225 mil em propina da Planam na máfia das ambulâncias.
"Antes de pedir demissão, ela disse que tinha assinado a pedido do Marcelo. Segundo ela, o Marcelo usou o nome do senador para que ela assinasse, já que o senador estava fora de Brasília e a entrega do material seria urgente", disse Tuma.
Segundo o corregedor, o episódio não se configura como falsificação uma vez que Mônica Teixeira alegou que assinou o documento a pedido de Marcelo. 'Ela mostrou muita amargura pelo senador ter dito que ela falsificou a sua assinatura e pediu que fosse feito um laudo pericial por um perito contratado por ele', afirmou o corregedor.
Em depoimento no Conselho de Ética do Senado nesta terça-feira, Suassuna disse que teve a assinatura falsificada em documentos que autorizavam a liberação de verbas para a compra superfaturada de ambulâncias. O senador apresentou ao Conselho de Ética um laudo comprovando que a assinatura foi falsificada no documento. Suassuna também acusou Marcelo Carvalho de ter agido sozinho, sem o seu conhecimento, nas negociações com a Planam.
O corregedor Romeu Tuma disse que vai encaminhar ao Conselho todas as informações levantadas pela corregedoria para ajudar no trabalho dos três relatores que investigam o suposto envolvimento dos senadores Ney Suassuna, Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) na máfia das ambulâncias.