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da Folha Online
Os corpos de uma alemã e de uma amiga dela, desaparecidas desde a noite do último domingo (2), foram encontrados na quarta-feira pela Polícia Civil. Eles estavam enterrados na fazenda que pertencia à alemã, em Cachoeiras de Macacu (RJ). Um ex-funcionário e quatro caseiros foram presos.
Em depoimento à Polícia Civil, os cinco acusados presos teriam confessado o crime e dito ter sido vítimas de maus-tratos. Um deles, de 20 anos, ainda teria convencido os demais de que a alemã havia contratado um pistoleiro para matá-los.
De acordo com a Secretaria Estadual da Segurança Pública, a alemã Alessandra Schleifer, 38, foi morta a pauladas na manhã de domingo. A amiga dela Edicleia Lins Fulco, 45, foi morta à noite, quando chegou ao local procurando por Schleifer. Ela foi atingida por dois tiros, nas costas.
Uma carabina e uma escopeta, ambas de calibre 12, foram apreendidas na casa da alemã, no dia seguinte ao crime.
Depois de enterrarem os corpos, os suspeitos teriam levado os carros das vítimas até uma estrada das proximidades e os incendiado, com o intuito de despistar as investigações.
Schleifer tinha "fama na região de possuir um comportamento violento", ainda segundo a secretaria.
Dois registros efetuados contra ela na 159ª DP relatam momentos em que ela teria matado a vaca de um fazendeiro vizinho que entrou em sua propriedade e baleado de raspão um excursionista que passava pelo local sem a sua autorização.
LÚCIA BAKOS
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trocou o tom de seu discurso, que pela manhã foi centrado na política econômica, para tratar de reeleição. Embora tenha afirmado que prefere ficar em seu apartamento em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) com a primeira-dama em vez de concorrer à Presidência da República, Lula disse deverá discutir os números positivos de seu governo e "o povo deverá decidir" se quer ou não sua reeleição.
"Agora, eu não estou discutindo reeleição. Esta coisa a gente não quer, a gente constrói. Uma hora vamos sentar para eu passar os números de meu governo e o povo é que irá decidir. Vocês podem ter certeza de que, assim como vocês nunca se arrependeram de ter me eleito o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, vocês também nunca se arrependerão de ter me elegido presidente da República", declarou o presidente, que participou hoje da abertura do 5º Congresso Metalúrgicos do ABC.
Pela manhã, na cerimônia de abertura do 6º Seminário da Indústria Brasileira da Construção, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Lula centrou suas declarações na economia. Ele descartou intervir na cotação do dólar e nas decisões do Banco Central sobre juros e criticou empresários por suas contradições.
No sindicado, ele lembrou de números positivos em programas sociais desenvolvidos em seu governo.
O presidente também lembrou que desde 1968 participa de atividades do sindicato e que mais da metade de sua vida freqüentou o mesmo ambiente. Citando a importância da entidade, ele ressaltou que foi do sindicado que saíram o presidente da República e o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP).
"Houve uma evolução na política brasileira. E nós chegamos porque aprendemos a fazer o jogo democrático", declarou o presidente.
Citando que em 33 meses de governo houve um salto positivo de 105 mil empregos por mês, Lula disse: "Nós estamos só começando"
"Não podemos consertar os erros de 500 anos. É preciso que vocês entendam. No Brasil é assim. Você tem um prefeito, governador, presidente que faz algo, vem outro e muda e quem paga o pato é povo, que não tem nada a ver a ver com isso", declarou o presidente.
Jogo errado
Lula também lembrou a perda na Câmara dos Deputados, com a eleição do então deputado Severino Cavalcanti para a presidência da Casa. "Quando a gente vacila, a gente perde. Em fevereiro, perdemos a presidência da Câmara porque nós jogamos errado."
O presidente ressaltou ainda a importância do líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), e do líder do governo no Senado Aloizio Mercadante (PT-SP), para a provação de projetos considerados importantes para o governo.
"Para cada atitude que vamos tomar, temos que saber o tamanho de nosso adversário. Aliança só se faz porque é preciso, Este pé um jogo que precisa ser compreendido", afirmou.
Durante a abertura do congresso, o presidente recebeu de presente o livro "A História do Presidente Lula em Cordel", do jornalista Lima Rodrigues.
Questionado sobre os discursos, o presidente do PT, Tarso Genro, afirmou que o discurso do presidente "já está começando a ser favorável a sua reeleição".