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BAGDÁ (Reuters) - O presidente do Iraque, Ghazi al-Yawar, afirmou neste sábado acreditar que a violência vai impedir a maioria dos iraquianos de votar na eleição do domingo.
"O que nós gostaríamos é que a maioria dos iraquianos participasse das eleições, mas sabemos que a maioria não irá por causa da situação da segurança", disse Al-Yawar a jornalistas.
Com a aproximação do pleito, houve nesta semana um forte aumento da violência, incluindo explosões com carros-bomba, ataques de morteiro e tiroteios.
Militares norte-americanos afirmam que os ataques a tropas dos EUA e do Iraque triplicaram nos últimos sete dias.
Os comentários de Al-Yawar contrastaram com um apelo do primeiro-ministro interino, Iyad Allawi, para que todos os iraquianos desafiassem a violência e votassem.
Cerca de 14 milhões de iraquianos poderão participar do primeiro pleito multipartidário do país desde a década de 1950.
Grupos rebeldes, particularmente a organização liderada pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, prometeram interferir nas eleições e impedir as pessoas de ir aos centros de votação.
O comparecimento deve ser baixo nas áreas árabes sunitas, onde a insurgência está concentrada.
Os xiitas, que representam por volta de 60 por cento da população iraquiana e foram oprimidos pelo regime de Saddam Hussein, devem dominar as votações.
da BBC, em Londres
Cerca de 2 mil sobreviventes se reuniram nesta quinta-feira em Auschwitz, na Polônia, para marcar os 60 anos da liberação do campo de concentração nazista.
Líderes de 38 países, entre eles o vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também estão reunidos para lembrar a chegada das tropas soviéticas ao campo, em 1945.
Mais de um milhão de pessoas, a maioria judeus, foram mortas no campo.
Em temperaturas inferiores a zero, a cerimônia oficial em Auschwitz-Birkenau começou com a reprodução dos sons dos trens que traziam novos prisioneiros ao campo.
O presidente da França, Jacques Chirac, inaugurou no campo um memorial para os 80 mil franceses - a maioria judeus - que foram deportados para o campo durante a ocupação alemã na França.
Ao anoitecer, sobreviventes e veteranos do Exército Vermelho soviético vão acender juntos velas para lembrar os mortos.
Lembranças
O primeiro evento do dia foi um fórum intitulado Deixe Meu Povo Viver, em um velho teatro em Cracóvia, uma cidade medieval a cerca de uma hora de Auschwitz.
Lá, líderes de 43 países assistiram a filmes de prisioneiros esqueléticos ao som de uma Sinfonia de Shostakovich.
Depois cada um dos líderes subiu a um palco para pedir ao mundo que não se esqueça do que aconteceu em Auschwitz.
O novo presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, lembrou como seu pai, um prisioneiro naquele campo de concentração, costumava contar-lhe histórias sobre o local.
O presidente de Israel, Moshe Katsav, disse que a história do holocausto não pode ser distorcida. Já Vladimir Putin, da Rússia, afirmou que ninguém tem o direito de ser indiferente ao anti-semitismo.
Na Alemanha, o Parlamento fez uma sessão especial com a presença de Arno Lustiger, um judeu alemão que sobreviveu ao campo.
O poeta e cantor alemão Wolf Biermann também participou, lendo poemas escritos por um homem assassinado em Auschwitz.
Para os sobreviventes, a solenidade trará lembranças dolorosas, disse o correspondente da BBC Adam Easton.
A data é particularmente importante para os 2 mil idosos sobreviventes convidados para o evento: para muitos, esta será a última grande comemoração do aniversário de sua libertação do campo.
da Folha Online
Homens armados assassinaram o juiz iraquiano Qais Hashim Shameri e um de seus filhos durante uma emboscada na capital iraquiana, Bagdá, nesta terça-feira. Em outros pontos da capital, 11 policiais iraquianos também foram mortos durante confrontos com insurgentes.
O ataque contra o juiz, mais um contra membros do governo iraquiano, mostra a ousadia da insurgência frente às forças de coalizão, que lutam para garantir a segurança paras as eleições legislativas iraquianas, previstas para o próximo domingo (30).
Shameri e seu filho foram assassinados logo pela manhã [o fuso horário do Iraque é de cinco horas a mais], segundo fontes policiais, quando saíam de casa.
O assassinato do juiz aconteceu horas depois de militares americanos terem afirmado que os insurgentes planejam "um ataque espetacular" antes ou durante as eleições, neste domingo.
O general Erv Lessel, vice-diretor das operações do Exército americano no Iraque, afirmou à rede de TV CNN que houve, nos últimos dias, um declínio de 50% nos ataques rebeldes, mas que a calma não era duradoura.
"Achamos que isso é a calma antes da tempestade. Eles [os insurgentes] não conseguem sustentar o nível de ataques realizados porque estão planejando algo mais espetacular nos próximos dias [que precedem as eleições", afirmou.
Apesar das declarações do general americano, ontem rebeldes fizeram um ataque com carro-bomba contra a sede do partido do premiê interino iraquiano, Iyad Allawi, deixando um saldo de dez feridos.
No início do mês, rebeldes assassinaram o governador de Bagdá e o vice-chefe de polícia da capital, além de vários membros do Conselho eleitoral, entre eles três colaboradores diretos do aiatolá Ali al Sistani, principal líder político xiita do Iraque.
Policiais iraquianos
Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), 11 policiais iraquianos foram mortos apenas nesta terça-feira em confrontos com rebeldes nas ruas da capital iraquiana, Bagdá, de acordo com informações de fontes hospitalares.
O confronto entre policiais e rebeldes começou no bairro de Rashad, quando a polícia atirou contra pessoas que distribuíam panfletos nas ruas alertando os eleitores a não votar na eleição de domingo. Quatro policiais foram mortos.
Pouco tempo depois, no mesmo bairro, insurgentes abriram fogo contra policiais que estavam averiguando denúncias de um possível carro-bomba nas proximidades. Sete policiais morreram na emboscada, afirmou o policial Khazim Hussein, à AP.
A informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades iraquianas.
Americanos
O Exército americano planeja manter ao menos 120 mil soldados no Iraque pelos próximos dois anos, para que treinem as forças de segurança iraquianas.
Segundo a rede de TV Al Jazira, ao menos seis soldados americanos morreram em ataques ontem. Um militar foi morto durante a explosão de uma bomba em Bagdá, segundo informações do Exército americano divulgadas nesta terça-feira.
Outros cinco soldados morreram no acidente de um veículo militar perto de Kaan Bani Saad, ao norte de Bagdá, segundo informações oficiais dos militares americanos. Dois soldados, feridos no acidente, estão em sérias condições de saúde.