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Uma das empresas suspeitas de repassar dólares apreendidos pela PF, do Rio, tem cadastro "sujo" no BC e já foi denunciada por operar com “laranjas”, as outras duas são de São Paulo e Santa Catarina.
Do G1, em São Paulo, com Agência Estado
Investigações da Polícia Federal apontam que os US$ 248,8 mil que seriam usados por militantes do PT para a compra de um dossiê contra políticos da oposição podem ter vindo de três casas de câmbio. Uma, em São Paulo; outra, de Santa Catarina e ainda outra, do Rio de Janeiro.
O dinheiro faz parte do montante de R$ 1,75 milhão, apreendido com dois petistas em 15 de setembro passado, num hotel em São Paulo, destinado ao pagamento do dossiê para prejudicar candidaturas do PSDB.
A Polícia Federal passou a investigar a casa de câmbio Vicatur, na Baixada Fluminense, depois que descobriu que pessoas pobres de uma mesma família compraram moeda americana aqui, pouco antes da prisão dos petistas acusados de tentar comprar o dossiê.
A investigação sobre a outra casa de câmbio, situada em São Paulo, surgiu por causa da venda de US$ 110 mil para uma empresa fantasma.
Já a casa de câmbio de Florianópolis teve o sigilo quebrado por causa de uma denúncia recebida pela CPI das sanguessugas. A suspeita é de que Jorge Lorenzetti, ex-chefe da área de inteligência da campanha de Lula, tenha comprado aqui 150 mil dólares .
A empresa do Rio suspeita de envolvimento na distribuição de parte dos dólares apreendidos pela Polícia Federal teria cadastro "sujo" no Banco Central e já teria sido denunciada pelo Ministério Público do Rio por operar com um cadastro de pessoas físicas fictícias ou “laranjas”.
Muitas delas eram pessoas humildes que sequer sabiam que seus nomes eram utilizados em transações financeiras, segundo a denúncia do Ministério Público. A PF pretende interrogar também os compradores dos dólares na agência.
"Laranjas"
Os delegados da PF Diógenes Curado e Luiz Flávio Zampronha, que atuam no caso, recusaram-se a confirmar os nomes das agências. O dinheiro distribuído pela casa de câmbio do Rio, segundo fontes policiais, foi adquirido em lotes de valores variados por um grupo de pessoas, provavelmente da mesma família, também usadas como “laranjas”.
A operação chamou a atenção das autoridades porque a família é de origem humilde e talvez sequer soubesse que seu nome foi usado no esquema.
Ao circular, o dinheiro norte-americano deixou pistas desde que saiu da Casa da Moeda dos Estados Unidos até ser apreendido em poder dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, num hotel de São Paulo.
Peritos da PF estão cruzando dados bancários e telefônicos para fechar o cerco sobre a origem tanto dos dólares como da soma de R$ 1,16 milhão encontrada com os dois petistas.
Reais e bicho
A PF criou o “Projeto X”, que armazena informações relativas a 800 linhas, fixas e móveis, rastreadas com ordem judicial. A superintendência da PF no Rio, que na semana passada já localizou casas de jogo do bicho de onde saiu parte dos reais para a compra do dossiê contra tucanos, planeja uma ofensiva para elucidar a origem do restante dos dólares.
Relatório parcial da PF aponta que a responsabilidade pela compra do dossiê contra tucanos foi do petista Jorge Lorenzetti, ex-integrante do comitê de campanha à reeleição de Lula.
As investigações da PF revelaram que o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, telefonou duas vezes para Lorenzetti, no dia da prisão dos dois petistas com R$ 1,75 milhão. Carvalho disse ter telefonado para Lorenzetti, ex-analista de risco e mídia da campanha, para obter informações a respeito das prisões.
O ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu também trocou telefonemas com Lorenzetti, de acordo com a quebra do sigilo telefônico feita pela PF. O advogado de Dirceu, José Luis de Oliveira Lima, confirmou os telefonemas, mas disse que os dois conversaram sobre "amenidades". O advogado de Lorenzetti, Aldo de Campos Costa, porém, negou que o cliente dele e Dirceu tenham trocado telefonemas em data próxima da negociação do dossiê.
Tanto Dirceu quanto Carvalho estão agora na mira da PF, que estuda chamar os dois para dar explicações. Também em razão das contradições da primeira fase do inquérito, estão listados para prestar novo depoimento Lorenzetti, Gedimar Passos e Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercandante
Os peritos da Aeronáutica não têm dúvidas de que o jato Legacy enganou os controladores de vôo do Cindacta 1, em Brasília, e provocou a maior tragédia da aviação civil do país: a queda de um Boeing da Gol, na sexta-feira (29), que matou 155 pessoas.
Todas as informações da Aeronáutica mostram que os pilotos americanos do Legacy voaram com o transponder desligado (aparelho que identifica o avião no radar e integra o sistema de alerta anticolisão), impedindo que os controladores de vôo vissem os dois aviões na mesma rota e evitassem a colisão.
Mais grave e misterioso: a Aeronáutica quer saber por que o piloto do jato não atendeu aos inúmeros chamados que a torre do Cindacta 1 fez até o momento do choque. Quer saber também como, após a colisão, não só o transponder voltou a funcionar como o piloto passou a chamar a torre, narrando o choque com um objeto não identificado pelo mesmo rádio que não havia atendido até então.
“Muito provavelmente, ele havia diminuído o volume do rádio. Ele (o avião) começou a ser chamado pela torre de Brasília e não respondia. A resposta veio, como por milagre, após o impacto”, disse um oficial.
A Aeronáutica fez uma reconstituição dos vôos das duas aeronaves envolvidas na colisão para verificar possíveis falhas de cobertura dos radares ou na comunicação das torres de controle. Não detectou nada de errado.
Depoimentos colhidos revelam ainda que o transponder do Legacy estava ligado quando o jato levantou vôo em São José dos Campos (SP) rumo a Manaus. Assim, as investigações encaminham para o enquadramento do piloto do Legacy, Joe Lepore, e do co-piloto, Jan Paladino, por homicídio culposo, caso fique provado que agiram com imprudência.
Segundo os peritos, sem o transponder do Legacy ligado, o sistema anticolisão do Boeing não tinha como registrar a aproximação do jato. Nem os operadores de vôo tinham como verificar a posição exata da aeronave.
O radar indicava que o Legacy estava a 36 mil pés de altitude (10.972 metros), daí porque, apesar de o jato não responder aos chamados da torre, os operadores não decidiram desviar o Boeing, que vinha a 37 mil pés (11.277 m). A localização do jato estava distorcida por causa do transponder desligado.
Para entender por que isso ocorreu é preciso saber como os aviões são controlados pelos radares. Há a detecção primária. Por meio dela, qualquer objeto voador é acusado pelo radar. Quando mais distante do radar, maior a distorção na localização da aeronave. O Cindacta-1 de Brasília controlava o Legacy, que sobrevoava a divisa entre Mato Grosso e Pará.
Existe ainda o sistema secundário de radar. É ele que se comunica com o transponder para receber a posição exata e a altimetria do avião. Sem que o sistema esteja ligado, o avião não deixa de aparecer para a torre. Mas a identificação some e a localização perde exatidão.
Os registros dos radares mostram que o transponder do Legacy foi desligado pouco antes da colisão. E religado depois, antes do pouso na Base Aérea do Cachimbo (PA). Também mostram que o Legacy, enquanto ainda estava sendo monitorado pelo radar secundário, voava a 37 mil pés, mesmo depois de passar por Brasília. Ao decolar de São José, o jato recebeu o plano de vôo, assinado pelo piloto, que indicava que devia viajar a 37 mil pés passando pelo eixo São Paulo-Brasília e, então, descer para 36 mil pés.
Isso é obrigatório por causa da mudança de proa - sentido da aeronave - ao entrar no trecho Brasília-Manaus. Na rota Manaus-Brasília, a altitude de 37 mil pés é o espaço usado pelos aviões que vêm no sentido contrário, como o Boeing.
A Aeronáutica quer saber o que desligou o transponder. Pode ter sido decisão do piloto ou pane, o que é pouco provável. O equipamento tem cinco posições: desligado, stand by e os módulos A,B e C. Só neste último o transponder envia ao controle de vôo os dados de altimetria. Suspeita-se que o piloto o desligou para fazer manobras não-autorizadas com o jato recém-adquirido pela empresa de táxi aéreo ExcelAire ou ganhar altitude e velocidade a fim de economizar combustível.
COMUNICAÇÃO - Outro fator que pode ter contribuído para o acidente é uma improvável falha de comunicação. A regra é cumprir o plano de vôo. Para alterá-lo, é preciso pedir autorização. Assim, a torre entendia que o Legacy não ia descumpri-lo. Ele estaria em sua aerovia e não havia por que avisar ao Boeing sobre a existência de alguém em sua rota.
Só depois que percebeu o transponder do Legacy desligado é que o controle tentou contato com o jato, para pedir que ele religasse o aparelho. Ao depor, Lepore teria dito que estava fora da cabine do avião.
Técnicos da Aeronáutica rejeitaram suposições de haver um ponto cego no monitoramento de tráfego. Na fita do controle do tráfego aéreo pode ser visto outro avião, da TAM, na mesma rota. Há anomalias na comunicação por rádio na área do acidente, mas insuficientes para impedir o contato do Cindacta com as aeronaves.
O vôo 1907, que havia saído de Manaus e seguia para Brasília, transportava 149 passageiros e seis tripulantes.GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A chefe de gabinete do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Mônica Teixeira, reconheceu durante depoimento à Corregedoria do Senado que reproduziu a assinatura do senador em ofício que teria autorizado a liberação de emendas para a compra superfaturada de ambulâncias da Planam.
Segundo o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PFL-SP), Mônica Teixeira disse que assinou o ofício a pedido de Marcelo Carvalho --ex-assessor de Suassuna que teria recebido R$ 225 mil em propina da Planam na máfia das ambulâncias.
"Antes de pedir demissão, ela disse que tinha assinado a pedido do Marcelo. Segundo ela, o Marcelo usou o nome do senador para que ela assinasse, já que o senador estava fora de Brasília e a entrega do material seria urgente", disse Tuma.
Segundo o corregedor, o episódio não se configura como falsificação uma vez que Mônica Teixeira alegou que assinou o documento a pedido de Marcelo. 'Ela mostrou muita amargura pelo senador ter dito que ela falsificou a sua assinatura e pediu que fosse feito um laudo pericial por um perito contratado por ele', afirmou o corregedor.
Em depoimento no Conselho de Ética do Senado nesta terça-feira, Suassuna disse que teve a assinatura falsificada em documentos que autorizavam a liberação de verbas para a compra superfaturada de ambulâncias. O senador apresentou ao Conselho de Ética um laudo comprovando que a assinatura foi falsificada no documento. Suassuna também acusou Marcelo Carvalho de ter agido sozinho, sem o seu conhecimento, nas negociações com a Planam.
O corregedor Romeu Tuma disse que vai encaminhar ao Conselho todas as informações levantadas pela corregedoria para ajudar no trabalho dos três relatores que investigam o suposto envolvimento dos senadores Ney Suassuna, Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) na máfia das ambulâncias.
da France Presse, em Jerusalém
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, admitiu que o plano de retirada unilateral da Cisjordânia está paralisado atualmente, depois do conflito no Líbano com o [grupo terrorista] Hizbollah, informou nesta sexta-feira uma fonte ligada ao chefe de governo.
Olmert admitiu durante esta semana a ministros e líderes de seu partido, Kadima, que era "inoportuno" aplicar o plano de "reagrupamento" e que o governo daria prioridade à reconstrução das áreas do norte do país destruídas pela guerra.
A mesma fonte disse que no momento há poucas possibilidades de que a opinião pública aceite o plano, depois que Israel foi alvo de foguetes disparados a partir de dois territórios dos quais o Exército israelense se retirou nos últimos anos: sul do Líbano (esvaziado em maio de 2000) e Faixa de Gaza (setembro de 2005).
O Estado-Maior advertiu para os riscos de uma retirada unilateral na Cisjordânia e o ministro da Defesa, Amir Peretz, também se opôs, privilegiando um acordo prévio com a Autoridade Nacional Palestina, segundo a mesma fonte.
De acordo com o programa de Olmert, o gabinete israelense pretendia retirar 70 mil judeus que vivem em colônias isoladas para reagrupá-los em blocos de assentamentos que seriam anexados pelo Estado israelense. Esta área ficaria dentro da "barreira de segurança" que Israel constrói na Cisjordânia.
O governo do Líbano, que inclui dois ministros do grupo terrorista Hizbollah, decidiu nesta segunda-feira enviar 15 mil soldados para o sul do país assim que as tropas de Israel se retirem da região, enquanto ataques de Israel mataram ao menos 50 pessoas.
Nesta segunda-feira, o Exército israelense emitiu um alerta para que a população do sul do Líbano não deixe suas casas após as 22h locais (16h em Brasília), em busca de terroristas envolvidos com ataques com foguetes.
O Exército libanês já havia convocado hoje reservistas antes do anúncio oficial do plano de enviar militares para a principal região do conflito.
A medida, que já havia sendo exigida pela comunidade internacional, foi divulgada pelo ministro de Informação, Ghazi Aridi, após uma reunião extraordinária do gabinete ministerial.
"O governo dá ênfase à sua disposição de enviar uma força do Exército libanês com 15 mil homens que estarão de prontidão assim que as forças israelenses se retirarem para trás da linha azul [delimitada pela ONU para confirmar a retirada israelense em 2000]", informou o gabinete no comunicado lido por Aridi.
Aridi não deixou claro se o Hizbollah se retiraria das áreas fronteiriças, acrescentando que não revelaria quaisquer outros passos futuros. O ministro disse, no entanto, que o Exército estaria "sozinho" no sul do país.
A medida pode abrir caminho para a aprovação de uma emenda --que atenda a demandas libanesas-- no projeto de resolução que está sendo discutido no Conselho de Segurança da ONU, segundo fontes diplomáticas citadas por agências de notícias.
O ministro da Defesa do Líbano, Elias Murr, declarou que o Hizbollah concordou, no Conselho de Ministros, com o envio do Exército libanês ao sul do país. Em entrevista a uma emissora de televisão, Murr informou que a decisão de enviar tropas ao sul foi aprovada por unanimidade.
Ofensiva
O saldo de ataques aéreos israelenses e incursões de tropas em confronto com o grupo terrorista Hizbollah em várias partes do Líbano deixaram ao menos 50 mortos nesta segunda-feira.
Três fortes explosões atingiram a capital libanesa depois do amanhecer, deixando ao menos dez mortos em Chiah, segundo testemunhas. A população da localidade, que havia sido poupada até agora pela ofensiva israelense, permanecia em suas casas, ao contrário dos habitantes de outros bairros do sul de Beirute.
Emissoras de televisão locais mostraram equipes de resgate tentando retirar sobreviventes de um prédio destruído pelo ataque israelense em Chiah, uma área predominantemente xiita onde o apoio ao Hizbollah é grande.
Aviões israelenses bombardeou o vale do Bekaa, no leste do Líbano, após o pôr-do-sol, matando oito pessoas e ferindo 32, de acordo com testemunhas e autoridades da defesa civil.
Sete dos mortos estavam em um prédio do Hizbollah em Brital, a cerca de 15 km de Baalbek. O outro homem morto no vale do Bekaa foi atingido em um centro religioso no norte de Shmistar, onde nove pessoas ficaram feridas, segundo responsáveis da defesa civil.
O premiê libanês, Fouad Siniora, corrigiu publicamente nesta segunda-feira a informação de que um ataque de Israel ao vilarejo libanês de Houla tinha deixado 40 mortos. Depois de fazer o anúncio emocionado do saldo de mortos, Siniora corrigiu a informação dizendo que, na verdade, houve apenas uma morte. Um porta-voz da ONU posteriormente afirmou que cinco pessoas foram mortas na ação na fronteira.
O Hizbollah informou que dois membros do grupo foram mortos, pai e filho, mas não explicou onde ou como aconteceram as mortes. O movimento alegou ter lançado foguetes contra cinco assentamentos no norte de Israel em resposta aos ataques israelenses.
Na costa norte de Tiro, sete pessoas morreram quando um míssil israelense atingiu uma casa em Qassmieh, de acordo com a defesa civil.
Uma mulher e a filha dela perderam a vida em um ataque perto de um posto de controle do Exército libanês entre as vilas de Harouf e Dweir. Outras quatro pessoas morreram em uma ação que destruiu uma casa em Kfar Tebnit.
Três ataques destruíram três prédios na cidade de Ghaziyeh, onde ao menos sete pessoas foram mortas e 17 feridas, informaram fontes médicas.
Na vila de Ghassaniyeh, um prédio desabou sobre seus moradores, sendo que pelo menos cinco corpos foram retirados dos escombros.
Advertência
O Exército israelense emitiu um alerta nesta segunda-feira para que a população do sul do Líbano não saia às ruas depois das 22h locais (16h em Brasília), enquanto aviões de Israel intensificaram ataques aéreos e realizaram uma nova incursão no sul do território libanês, deixando ao menos 28 pessoas mortas.
"Qualquer um que esteja fora depois desta hora está sob alto risco", disse o comunicado das Forças Armadas israelenses, explicando ainda que a medida visa identificar pessoas que estejam envolvidas com o lançamento de foguetes.
A advertência se estende ao território ao sul do rio Litani, a cerca de 20 km ao norte da fronteira de Israel. O informe não indica, no entanto, de que maneira o alerta chegará à população e nem qual a duração da advertência.
O grupo terrorista libanês Hizbollah matou hoje ao menos três soldados israelenses no sul do Líbano.
Dois soldados foram mortos com mísseis anti-tanque na região de Bint Jbeil, um bastião do Hizbollah, a cerca de três quilômetros da fronteira, que tem sido palco de alguns dos mais intensos combates nas quase quatro semanas de conflito.
Poucas horas antes, um terceiro militar morreu em um tiroteio na cidade de Tiro, de acordo com o Exército de Israel.
Declarações precipitadas de ambos os governos, Líbano e Israel, têm causado informações desencontradas e controversas. Em outras ocasiões, o total de vítimas de ataques também foi reduzido.
Na última sexta-feira (4), após ataques do grupo terrorista Hizbollah, Israel informara a morte de nove soldados e quatro civis. Mais tarde, o total foi reduzido para três soldados e três civis.
Na semana passada, a ONG Human Rights Watch (HRW) também reduziu o número de mortos de um ataque israelense à cidade de Qana (sul do Líbano), de 56 para 28 vítimas, com base em informações de fontes médicas, sobreviventes e grupos de ajuda, entre outros. O governo libanês ainda mantém o número original.
Com agências internacionais
da Folha Online
A TAM Linhas Aéreas fechou um contrato bilionário e adquiriu mais 37 aeronaves Airbus para atender a demanda do mercado doméstico e internacional, principalmente, com os espaços deixados pelos cancelamentos e rotas suspensas da Varig. Serão 15 Airbus A319, 16 A320 e seis A330 para entregas até 2010. A empresa não divulgou o investimento nas aquisições.
Analisando os valores de tabela, a encomenda da TAM pode chegar a US$ 2,4 bilhões. Considerando o Airbus A319 a US$ 40 milhões, o A320 a US$ 60 milhões e o A330 a US$ 150 milhões. Um consultor avalia, no entanto, que a empresa tenha adquirido as aeronaves pelos valores praticados no mercado. Com isso, a compra chega a US$ 1,5 bilhão, considerando que um Airbus A319 custe US$ 30 milhões, um A320 seja negociado por US$ 35 milhões e o modelo Airbus A330 saia por US$ 85 milhões.
Esses novos aviões somam-se a outros 29 Airbus A320 de um contrato anterior assinado no ano passado para entregas no mesmo período. Esse mesmo contrato permite à TAM, se houver necessidade, garantir até 20 aeronaves a mais do mesmo modelo.
A TAM informou que, com a nova aquisição, amplia seu plano de frota programado até 2010. O objetivo segundo a empresa, é atender a crescente demanda do mercado doméstico e a estratégia da companhia de crescimento seletivo com rentabilidade no segmento internacional.
Segundo a empresa, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) calcula o crescimento do mercado doméstico 21,2%, de janeiro a maio. Por isso, a TAM resolveu substituir a atual frota de Fokker-100 pelos modelos A319 (144 no caso do A319 e 174 do A320) para substituir a atual frota de Fokker-100.
"A decisão está alinhada com nossa proposta de ser companhia de baixos custos operacionais, com serviço diferenciado e preços competitivos. O aumento da densidade de tráfego justifica operarmos com aviões maiores, o que também resultará em menor custo assento quilômetro", disse o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna. A TAM é a maior operadora de Airbus da América Latina, atualmente com 64 aeronaves desse fabricante (41 A320, 13 A319 e 10 A330).
Para o mercado internacional, a TAM já possui dez aeronaves Airbus A330-200 e, com esse novo acordo, vai incorporar outros seis aviões do mesmo modelo, destinados às rotas intercontinentais. A empresa viaja para Paris, Miami e Nova York e, a partir de outubro, inicia linha diária para Londres. Na América do Sul, a TAM utiliza o A330 para Santiago (Chile) e, em setembro, também usará nas rotas para Buenos Aires.
A TAM tem expectativa de fechar 2006 com 96 aeronaves (atualmente são 83). Até 2010, a companhia quer trocar todos os atuais 22 modelos Fokker pelos Airbus e chegar a uma frota de 127 aeronaves.
Marinalda Sales
BELÉM – O 2º Tribunal do Júri condenou Amair Feijoli da Cunha, o Tato, a 18 anos de prisão, em regime fechado, por intermediar o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, morta com seis tiros em Anapu (PA), no dia 12 de jeneiro de 2005. A decisão foi anunciada às 19h53 desta quarta-feira (26/4).
Tato, que confirmou sua participação no crime, foi beneficiado com a redução da pena em um terço do tempo, por ter colaborado com as investigações. Na acusação, o promotor Edson Cardoso havia pedido a "condenação, na medida da justiça, nem mais, nem menos" de Tato. Não fosse a redução da pena, ele teria que cumprir 27 anos de prisão.
Confissão
Tato, que chorou após a leitura dos autos, confirmou o que já havia dito aos delegados Ualame Machado, da Polícia Federal, e Waldir Freire, da Polícia Civil, e ao promotor de Justiça Lauro Freitas Júnior: que recebeu a oferta de R$ 50 mil do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", para matar Dorothy e que ordenou a Raifran das Neves Sales, o Fogoió, que cometesse o crime. Vitalmiro Moura estaria sendo constantemente multado pelas autoridades, após denúncias de Dorothy, por fazer desmatamentos. E, segundo a versão de Tato, o fazendeiro também estaria interessado nas terras da gleba 55, onde a missionária desenvolvia o chamado PDS (programa de desenvolvimento sustentável).
O crime, segundo Tato, foi cometido com um revólver calibre 38, que teria sido providenciado pelo próprio Vitalmiro Moura, e a munição teria chegado a Raifran Sales por Clodoaldo Batista, que teria ido buscá-la na fazenda do suposto mandante.
Raifran Sales e Clodoaldo Batista foram condenados em dezembro do ano passado, a 27 anos de prisão, e a 17 anos, respectivamente, pela execução do crime. A defesa recorreu da decisão. Vitalmiro de Moura também irá a júri, ao lado de outro fazendeiro, também apontado como mandante do crime, Regivaldo Pereira Galvão, o "Taradão". A data do julgamento deles ainda não foi marcada.
Tato confirmou ainda que esteve com um pistoleiro conhecido como Saintclair dias antes da morte e que o crime só não foi cometido naquele dia porque Dorothy não estava em Anapu. Ele disse que havia comprado uma gleba de 70 alqueires de Vitalmiro Moura em 2003, no valor de R$ 145 mil, e que ainda devia a ele cerca de R$ 30 mil na época do crime. Afirmou ainda que Raifran Sales e Clodoaldo Batista trabalhavam para ele nessas terras.
Acusação e defesa
"Tenho certeza que você está mais aliviado com o depoimento que deu hoje em plenário, mas você vai melhorar muito mais quando quitar sua pena", disse o promotor Edson Cardoso, olhando para o réu. Segundo o promotor, o fato de ter confessado o crime não o isenta de culpa. "Não mataram uma pessoa, mataram uma bandeira."
Ao fazer a defesa de Tato, a advogada Dalza Afonso Barbosa afirmou que seu cliente só procurou Raifran para saber se ele faria a execução por estar "sob ameaça de terceiros", supostamente se referindo aos fazendeiros. "Eles usaram este cidadão, esse ´bobão´ que veio do Espírito Santo", afirmou, apontando para seu cliente. Dalva defendeu a tese de que Tato teve uma "participação menor" no crime. A tese foi rejeitada pelo júri. A advogada afirmou ainda que seu cliente é um homem humilde, vindo de família capixaba de pequenos agricultores, e que foi tentar a sorte no Pará.
Familiares
A família de Dorothy Stang e várias organizações de direitos humanos acompanharam o julgamento.
"Queremos apenas justiça e paz, que era o que a nossa irmã também queria para todos", disse Mary Stang à reportagem de Última Instância, durante um dos intervalos. Ela acompanhou o júri ao lado de Margarith e David Stang, todos irmãos de Dorothy. Susan Stang, sobrinha da missionária, também foi a Belém.
Segundo Mary, Dorothy, a quarta filha de uma família de nove
irmãos, adquiriu a paixão pela terra da família, de agricultores. Depois, o pai entrou para a Força Aérea Americana, mas não deixou de cuidar da horta da família. A mãe dedicou-se a criação dos filhos. "Sempre fomos muito unidos e felizes", disse Mary, informando que Dorothy foi a única que "Deus levou". Os irmãos não contiveram as lágrimas quando assistiram ao vídeo que exibiu a reconstituição do assassinato.
Os familiares de Tato também acompanham o júri. O pai do acusado se emocionou na platéia por várias vezes durante o depoimento do filho. Irmãos e amigos acompanham passo a passo o julgamento, ao lado da mulher de Tato, Elizabeth Cunha, e os filhos de 12 e 16 anos. "É um sofrimento que já dura mais de um ano", limitou-se a falar Elizabeth, que não quis dar entrevista.
Cerca de 80 lavradores de Anapu estiveram acampados em frente ao prédio onde funciona o Tribunal do Júri, na Praça Felipe Patroni, centro de Belém. Segundo a assessoria militar do Judiciário paraense, a manifestação foi pacífica.
O crime
Dorothy Stang era uma liderança popular na região e lutava pela implantação de um programa chamado PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável), que previa terras para os colonos, com parceria de instituições como o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o que incomodava os fazendeiros da região.
Sua morte já havia sido anunciada, mas ela não acreditava que poderia ser assassinada. "Quem teria coragem de matar uma velha como eu?", disse em entrevista a uma TV paraense, quando indagada se não temia por sua vida.
O assassinato da missionária aconteceu por volta das 7h30 do dia 12 de fevereiro do ano passado, um sábado. Ela seguia para uma reunião com colonos para tratar de questões referentes ao PDS. No caminho, encontrou os dois acusados, conversou com eles, e foi alvejada com seis tiros.
FELIPE RECONDO
da Folha Online
O ministro Márcio Thomaz Bastos pediu ao Congresso para ser ouvido ainda nesta semana sobre o inquérito da Polícia Federal que apura a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Inicialmente, a ida de Bastos ao Congresso estava sendo agendada para depois da Semana Santa.
No ofício enviado para o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Bastos "sugere" que seu comparecimento ao Congresso seja fixado para esta semana.
Espera-se que Calheiros agende nas próximas horas a data e o local do depoimento do ministro. Calheiros deve conversar hoje com líderes partidários para fechar os detalhes da ida de Bastos ao Congresso.
Os governistas querem que Bastos preste esclarecimentos em uma das comissões do Senado --possivelmente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Mas a oposição quer convocá-lo para prestar depoimento na CPI dos Bingos.
A decisão do ministro de antecipar sua ida ao Congresso ocorre logo depois da publicação da reportagem da revista "Veja", neste fim de semana, que informa que ele teria ajudado o ex-ministro Antonio Palocci a tentar encobrir a responsabilidade pela violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.
Por meio de sua assessoria, Bastos rebateu a revista e negou ter participado de qualquer esquema para tentar proteger Palocci.
O escândalo da quebra do sigilo bancário de Francenildo já provocou o afastamento de Palocci e do presidente da Caixa, Jorge Mattoso. Palocci é suspeito de ter ordenado a quebra do sigilo depois que o caseiro afirmou ter visto o então ministro numa casa em Brasília usada para encontro de lobistas e festas com prostitutas.
Veja a íntegra do ofício de enviado por Bastos:
"Senhor presidente
Em respeito à harmonia dos Poderes do Executivo e Legislativo, gostaria de sugerir-lhe que, respeitada a normalidade dos trabalhos parlamentares, fosse fixado para esta semana meu comparecimento ao Congresso Nacional."
da Folha Online
Pesquisa Datafolha divulgada na edição da Folha de S.Paulo deste domingo revela que ficou mais acirrada a disputa pelo segundo lugar na corrida presidencial de 2006. A diferença entre o tucano Geraldo Alckmin e Anthony Garotinho (PMDB), que era de 11 pontos na pesquisa anterior, recuou para 5 pontos.
A nova pesquisa mostra que Alckmin aparece em segundo lugar na disputa, com 20% das intenções de voto contra 15% de Garotinho.
A redução da diferença entre os dois é reflexo da queda de Alckmin e do avanço de Garotinho nas intenções de voto do eleitorado. No levantamento anterior, Alckmin tinha 23% das intenções de voto e Garotinho aparecia com 12%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança, com 40% das intenções de voto --uma queda de dois pontos em relação à pesquisa anterior.
Segundo turno
O levantamento mostrou que Lula venceria tanto Alckmin como Garotinho num eventual segundo turno. Contra Alckmin, Lula venceria por 52% a 37% --uma diferença de 15 pontos. No cenário contra Garotinho, Lula venceria por 54% a 32% --diferença de 22 pontos.
Se Garotinho desistir da disputa, o presidente teria condições de vencer a eleição no primeiro turno, com 52% das intenções de voto contra 28% de Alckmin. Para vencer no primeiro turno, o candidato tem de conseguir maioria absoluta dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos).
A pesquisa
O levantamento de abrangência nacional do Datafolha foi feito na quinta e na sexta-feira. Foram ouvidas 3.795 pessoas em 182 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa anterior havia sido realizada entre os dias 16 e 17 de março.
FAUSTO SALVADORI FILHO
da Folha Online
A administração do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) virou alvo de várias investigações dentro do Ministério Público de São Paulo. Cinco delas foram iniciadas nesta segunda-feira. Alckmin deixou o governo na semana passada para disputar a Presidência da República.
Segundo o Ministério Público, dois dos procedimentos preparatórios para investigação envolvem diretamente Alckmin e estão sendo apurados pelo gabinete do Procurador-Geral de Justiça, Rodrigo César Rebello Pinho --que tem a prerrogativa de investigar atos administrativos de governadores e ex-governadores.
Entre as investigações está a suposta irregularidade na doação de 400 peças do estilista Rogério Figueiredo para Lu Alckmin. O Ministério Público também quer saber se houve irregularidade no patrocínio institucional de R$ 60 mil da CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) para a revista Ch'an Tao, da Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil, presidida pelo médico Jou Eel Jia, acupunturista de Alckmin.
Outra investigação apura a suposta aquisição em duplicidade por parte da Nossa Caixa de 500 fornos a gás --por R$ 400 mil-- para doação ao programa das padarias artesanais que Lu Alckmin criou ao presidir o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo.
Por fim, os promotores também investigam um contrato para informatização da Nossa Caixa.
A investigação que envolve a verba publicitária da Nossa Caixa foi iniciada na última quinta-feira. As demais foram abertas hoje.
Na Promotoria da Justiça e Cidadania, o promotor Sérgio Turra Sobrane preside os processos investigatórios sobre a verba publicitária da Nossa Caixa e os vestidos de Lu Alckmin. A revista Ch'an Tao é investigada pela promotora Andréa Chiaratti. Os demais ainda não foram definidos. No gabinete, os inquéritos são presididos por Pinho.
da Folha Online
Pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada pela Folha de S.Paulo na edição deste domingo (5) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuperou os índices de aprovação que tinha antes da crise do mensalão.
Segundo a pesquisa, 36% dos entrevistados consideram o desempenho de Lula ótimo ou bom, contra 23% que consideram o atual governo ruim ou péssimo. O Datafolha ouviu 2.590 pessoas em 153 cidades, nos dias 1º e 2 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Na pesquisa anterior, realizada pelo Datafolha em dezembro, 29% dos entrevistados consideravam o governo ruim ou péssimo, contra 28% que consideravam o governo ótimo ou bom. O número de pessoas que considera o governo regular caiu de 41% para 39%.
Antes do início da crise do mensalão, em junho do ano passado, o índice de aprovação do presidente também era de 36%. Nas pesquisas seguintes, o número caiu sucessivamente, até chegar ao nível mais baixo --28%-- em outubro.
A pesquisa revela que o presidente deve a melhora na sua avaliação aos mais pobres: entre os que ganham até cinco salários mínimos, o índice de ótimo ou bom variou nove pontos. Entre os que têm renda entre cinco e dez salários, o índice variou oito pontos. Já entre os que ganham mais de dez salários, a aprovação subiu apenas um ponto percentual.
A recuperação de Lula coincide com o anúncio do aumento do salário mínimo --de R$ 300 para R$ 350. No período entre dezembro e fevereiro, o presidente visitou obras em vários pontos do Brasil e deu uma entrevista ao "Fantástico", da TV Globo.
Sucessão
O Datafolha também avaliou as intenções de voto dos entrevistados. Na primeira situação, o candidato do PSDB é o atual prefeito de São Paulo, José Serra. Na segunda, candidato tucano é o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Nos dois casos, Lula subiu, mas ainda perde de Serra.
No primeiro turno, Serra e o presidente estão em empate técnico: 34% para Serra, contra 33% de Lula. No segundo turno, o prefeito de São Paulo ganha com oito pontos percentuais de vantagem: 49% a 41%.
Contra Alckmin, Lula vence nos dois turnos. No primeiro, o placar é de 36% para o presidente contra 20% para o tucano. No segundo turno, Lula tem 48% das intenções de votos, contra 39% para o tucano.